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Alunos de Engenharia do Unifemm propõem Transporte Público de menor custo e mais Rápido

Estagiários UNIFEMM também farão o Plano de Saneamento Básico para Caetanópolis

 

Oito alunos dos cursos de Engenharia do UNIFEMM, estagiários na Prefeitura de Sete Lagoas, são os autores do “Projeto Rotas”, trabalho que propõe uma inovadora reorganização do transporte urbano do município e que pode resultar em uma diminuição do custo com passagens para os usuários, viagens mais rápidas e menor número de veículos em circulação na área central da cidade. O projeto, apresentado pelos estagiários, foi o tema da aula inaugural dos cursos de Engenharia do UNIFEMM, no Auditório do Centro Universitário, dia 26, às 19h. 

O “Projeto Rotas” é um projeto executivo, isso é, já pode ser usado para o trabalho de captação de recursos junto aos governos Estadual e Federal. É o segundo projeto desse tipo produzido por alunos de engenharia do UNIFEMM, sob coordenação de professores da instituição. Em 2017, foi apresentado ao Secretário Municipal de Obras e Infraestrutura, Vitor Dias, o projeto para eliminar as frequentes inundações do Canal do Montreal e da revitalização do asfalto da rua Prefeito Alberto Moura, dois grandes problemas enfrentados pela população do Bairro Montreal.

A alta qualidade desses trabalhos tem animado outras prefeituras a buscar esse tipo de apoio. O prefeito de Caetanópolis, Romário Ferreira, deverá assinar convênio para que estudantes do UNIFEMM realizem um Plano de Saneamento Básico da cidade ainda em 2019. “Esses projetos atestam a qualidade de ensino e a empregabilidade dos alunos UNIFEMM e mostram a importância para a região de uma instituição de ensino integrada à sociedade e capaz de entender e atender as demandas locais”, afirmou o reitor do UNIFEMM, Antonio Bahia.

 

Um novo sistema de transporte público

O projeto “Projeto Rotas”, que levou apenas seis meses para ficar pronto, prevê a completa redistribuição do tráfego de ônibus em Sete Lagoas, com a criação de terminais urbanos regionais nas áreas Norte, Sul, Leste, Oeste e Noroeste da cidade, que operam integrados entre si e também com o Terminal Urbano central, já em operação. Ônibus “alimentadores” transportariam os passageiros para os terminais urbanos regionais. De lá, os passageiros passariam para os ônibus “troncais”, que seguem aos seus destinos pelos “corredores expressos”. Todos esses seis terminais serão interligados por “corredores expressos” de tráfego já existentes: a Perimetral e a Norte-Sul.

 

Os passageiros podem fazer todo o percurso desejado com apenas uma passagem, mesmo que utilizem dois ou três ônibus para completar o trajeto. Isso porque o projeto prevê um sistema fechado: os passageiros que pegam os ônibus alimentadores desembarcam dentro de um dos terminais e, dali, seguem para seus destinos. O usuário paga pela passagem no primeiro ônibus de seu trajeto e pode seguir com o mesmo ticket até o final de sua viagem.

“Calculamos que a reorganização e redirecionamento do fluxo de veículos permitirá viagens entre 30 e 50% mais rápidas, descongestionando o centro da cidade”, diz Laís Fernanda Almeida Pereira D’Ângelo, aluna de engenharia civil e uma das participantes do grupo que desenvolveu o projeto. Ela foi responsável pelo projeto dos terminais. Segundo ela, inclusive, haverá maior mobilidade porque nos corredores expressos foram criados 63 novos pontos de parada na Perimetral e na Norte Sul, a 500 metros de distância um do outro. “Fica mais fácil de se movimentar na cidade”, diz ela.

 

Maior conforto nos corredores com piso de concreto

O aluno Fabrício Alves de Souza foi o responsável pelo estudo da pavimentação dos corredores expressos. “Devido ao conceito de trânsito rápido, o piso desses corredores deve ser de concreto, que proporciona maior conforto no rodar dos ônibus e frenagens mais seguras”, explica ele. “Pelo nosso projeto, ele teria uma espessura de 27 centímetros e uma vida útil de 20 anos, muito mais durável que o asfalto”. Fabrício teve de estudar manuais específicos para o projeto e virou quase um especialista no assunto. Ele lembra que os corredores do sistema Move, em Belo Horizonte, adotaram essa solução.

Já a aluna Maria Riquely Gonçalves Pereira da Fonseca estudou os movimentos das pessoas pela cidade, o volume de passageiros nos diversos horários, quilômetros rodados e outros dados referentes à logística integrada do sistema. “O projeto mostra que a racionalização do fluxo possibilita a redução de até 40% no número de veículos em circulação, sem prejudicar a mobilidade das pessoas”, diz Riquely. As recomendações do projeto são ônibus menores e mais ágeis para os ônibus alimentadores (no tráfego dos bairros) e maiores e mais possantes para os corredores entre as estações regionais e a zona central.

Responsável pela parte de cálculo dos custos do projeto, o aluno Thiago José Ferreira Reis pesquisou referências existentes de projetos semelhantes e consolidou todos os dados em planilhas. Thiago, que possui deficiência auditiva (ele estuda com o auxílio da tradutora de libras Ilce Aparecida Mota, do UNIFEMM), informa que não foi um trabalho fácil, mas descobriu que havia aprendido em aula o que deveria fazer. Seus cálculos apontam que o custo total do “Projeto Rotas” alcança R$ 12 milhões de reais.

Os alunos Amanda Sales Nascimento, Douglas Gouveia de Oliveira e Talyta Pereira Gomes também participaram do projeto.

 

Planejando, desde já, o futuro do transporte de Sete Lagoas

O professor de Administração ligado à Engenharia do UNIFEMM, Dennys Henrique Machado, foi o supervisor do trabalho dos alunos. Na avaliação dele, a qualidade do “Projeto Rotas” é muito boa. “O trabalho está bem estruturado, as bases de cálculo geral são bastante sólidas, a metodologia é atual e reconhecida, as ideias são claras e a apresentação está repleta de ideias que podem indicar um caminho bastante claro para o planejamento e a preparação do futuro transporte público de Sete Lagoas”, diz o professor.

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