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Professor do Mestrado do UNIFEMM participa de ajuda a países africanos no combate de pragas

Os números são alarmantes. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), as plantações de apenas 10 dos 54 países africanos ainda não tinham sido atingidas pela lagarta-do-cartucho até o início deste ano. A situação gerou preocupação e acendeu o sinal de alerta, já que atinge um continente populoso e com alto índice de desnutrição. A Embrapa Milho e Sorgo de Sete Lagoas foi convidada para ser a responsável-técnica pelo apoio científico e a orientação do uso das diversas tecnologias para o manejo da praga. Nesta força-tarefa está o pesquisador e professor do Mestrado e Biotecnologia do UNIFEMM, Dr. Ivan Cruz.

O primeiro contato foi feito em meados de 2017, quando o professor e pesquisador, junto com uma comitiva, foi ao Togo para iniciar a formação de uma equipe de pesquisadores e extensionistas de cinco países, que incluem, além do Togo, Benin, Burquina Faso, Mali e Chade. Na ocasião, Dr. Ivan Cruz falou sobre a instalação de armadilhas nos campos de cultivo para a coleta das mariposas da lagarta. Caso seja identificada a presença da praga na plantação, é usado as vespinhas, um inseto benéfico muito pequeno, mas que controla os ovos da lagarta-do-cartucho. “Explicamos a importância do acompanhamento periódico das plantações, que permite o uso reduzido ou nenhum produto químico. O uso equivocado de inseticidas pode desenvolver a resistência do inseto”, explica o professor do Mestrado do UNIFEMM.

No final de março, uma grande delegação dos países africanos esteve no Brasil para conhecer de perto as técnicas desenvolvidas em Sete Lagoas para controlar a praga. Além do controle biológico desenvolvido pelo Dr. Ivan Cruz, a comitiva conheceu o primeiro biopesticida pesquisado à base de vírus para o controle de praga e o Manejo Integrado de Pragas. Todas as tecnologias pesquisadas pela Embrapa dispensam o uso de inseticidas sintéticos, geralmente de custo elevado, com alto risco de toxidade e contaminação ambiental.

No continente africano, a praga foi detectada pela primeira vez há três anos. Caso não sejam controladas, as lagartas poderão destruir entre 8 e 21 bilhões de toneladas de milho, que podem representar perdas entre US$2,5 bilhões e US$6,5 bilhões para os produtores.

 

Foto: https://revistagloborural.globo.com/Noticias/Agricultura/Milho/noticia/2018/03/africanos-pedem-ajuda-ao-brasil-para-controlar-lagarta-do-cartucho

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