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Escola Unifemm de Voleibol - Um passe certo para o futuro

Por Auxiliadora Mesquita, pedagoga

Especial para a Revista Travessura

Tudo começou em 2016 e rapidamente foi tomando uma dimensão maior, própria de um projeto com tanta coisa boa a seu favor. É a Escola Unifemm de Voleibol , uma parceria entre o Centro Universitário e as empresas Autoforjas e Sada com apoio da OMR e através da Lei de Incentivo ao Esporte. Com uma equipe de profissionais de primeira, o projeto proporciona aulas de vôlei gratuitas e abertas às crianças e adolescentes interessados.

 A ideia era levar crianças e adolescentes de Sete Lagoas a descobrir, aprender e participar de uma atividade esportiva coletiva, o voleibol, tão querido dos brasileiros e que tantos craques já revelou no país. Hoje são 300 crianças, entre meninos e meninas, com idades entre 7 e 17 anos, que participam das aulas. Entre eles, podem estar futuras estrelas dos times profissionais do Brasil e do mundo. Mas é também entre eles que estão sendo formados cidadãos mais plenos e completos.

 É assim que o projeto é visto pelo seu coordenador técnico, o professor Rogério Oliveira Fernandes, para quem a prática esportiva vai muito além dos benefícios físicos. É que, sendo o vôlei um esporte coletivo, a atividade exige sempre a cooperação, o trabalho em equipe. “As crianças começam a entender, desde cedo, que elas precisam do outro, do seu companheiro de quadra, de jogo, para obter algum resultado”, lembra Rogério. “E isto serve para a escola, para a vida profissional e para conviver na sociedade”. Assim, quem participa dos treinos e aulas não aprende só a técnica, as regras e estratégias para jogar voleibol. Aprende também a respeitar o colega de time, o adversário e até o próprio treinador. E esse é um ensinamento que se estende para toda a vida.

 Rogério explica que conviver com o diferente faz parte de um projeto dessa natureza. “Nós temos uma abrangência muito grande na cidade e na região”, nos conta ele. “Então recebemos alunos de diversas classes sociais, diversos bairros e escolas. Cada qual com suas peculiaridades”. O resultado de tanta diversidade? Um grupo de alunos bastante plural, muito parecido com o que encontramos no nosso dia a dia. O coordenador técnico acredita que é assim, na convivência dos treinos, do aprendizado, das risadas e brincadeiras, que as crianças e jovens participantes vão desenvolvendo seu respeito ao diferente. E acabam por levar isso para o cotidiano, se tornando cidadãos com valores éticos, tão necessários para nosso mundo de hoje.

 É claro que os benefícios físicos não ficam atrás, pois a prática do voleibol estimula a concentração, a habilidade motora e a agilidade, além de proporcionar ganho de força. Raciocínio e capacidade para resolver situações-problema também são exercitados. No fim das contas, os meninos e meninas que participam se beneficiam do crescimento e aperfeiçoamento de várias facetas de si mesmos.

 Para participar, só é preciso se inscrever. As aulas acontecem duas vezes por semana – às segundas e quartas ou às terças e quintas, pela manhã ou à tarde. As turmas são separadas por idade e por nível. E o aluno recebe uniforme de treino (short, blusa e meia) e de jogo também. Detalhe importante: tudo é gratuito, sem mensalidades!

 Por enquanto, além das aulas e treinos, os alunos também participam de jogos realizados internamente entre as turmas. Mas a equipe de trabalho já viu que pode ir mais longe. “Nossos alunos apresentaram um alto índice de vôlei, um crescimento muito significativo”, revela Rogério. “E aí a gente começou a participar de algumas competições”. O melhor é que, em todas as participações do time setelagoano, eles voltaram para casa com um dos três primeiros lugares!

 A ideia agora é se organizar para participar de competições externas. O coordenador esclarece que até os 12 anos, não há participação em competições, pois a ideia é mesmo o vôlei recreativo e formador. “A partir dos 13 ou 14 anos, a gente já identifica os alunos com uma capacidade maior”, diz Rogério. “Esse então é o momento de trabalhar o rendimento para que, a partir dos 15 ou 16 anos, eles já possam começar a competir local e regionalmente, ganhando experiência”.

 Enquanto essa hora não chega, os praticantes têm a chance de assistir a grandes jogos profissionais e até participar de alguns deles como voluntários. É que os alunos são levados para assistir a pelo menos um jogo de vôlei profissional. É chance que eles têm de ver um grande time masculino de vôlei, o Sada Cruzeiro, jogando em sua sede em Contagem. De quebra, ainda tem o privilégio de conhecer de perto alguns dos jogadores. Já como voluntários, a moçada é convidada a ajudar nos jogos da confederação que acontecem na UNIFEMM, seja como boleiros (recolhendo as bolas que saem do jogo) ou como “ligeirinhos” (aqueles que vem correndo enxugar a quadra para os atletas).

Enfim, está aí uma grande iniciativa que merece todo nosso apoio, respeito e incentivo. Com o suporte de seus patrocinadores, a equipe composta por Andreza Rodrigues, Assessora da Reitoria, Rogério Oliveira, Coordenador Técnico, o professor de vôlei Thiago dos Anjos e mais 4 estagiários de Educação Física – estão de parabéns pelo trabalho. E aos jovens e dedicados participantes, que o esporte lhes traga sempre mais saúde, mais disciplina e mais capacidade de se tornarem cidadãos plenos e felizes. Nosso mundo agradece. 

Legenda: Luiza Braga Ribeiro Romualdo, Maria Eduarda Gomes Silveira e Gabrielle Cordeiro Mussi, 12 anos, alunas do projeto deste 2017. (foto: Leo Drummond para Revista Travessura)

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