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Teatro Redenção se abre para os olhares de Sete Lagoas

Um dos principais patrimônios históricos e culturais de Sete Lagoas se abre para os olhares da população. A partir desta terça-feira, 20 de fevereiro, a paisagem da rua Monsenhor Messias, no centro da cidade, ganha novos contornos com a retirada dos antigos tapumes que guardavam o Teatro Redenção. Com isso, o prédio construído em 1901 e restaurado pelo UNIFEMM começa uma nova fase e segue a sua vocação de levar cultura para a cidade.

Para proteger a fachada até que seja oficialmente reaberto, o imóvel histórico, em fase final de recuperação, vai receber um gradil. Os contornos e detalhes ficarão à mostra e começam a revelar o resultado das obras realizadas. Esta substituição dos tapumes está prevista no Artigo 18, do Decreto-Lei Federal número 25, mais conhecido como a Lei do Tombamento.

Após 27 anos fechado, o prédio tombado pelo município começou a ser restaurado em 2013, através de projeto aprovado pela Lei Rouanet de Incentivo à Cultura. A primeira fase das obras, que recuperou toda a estrutura física do prédio, assim como as redes elétrica e hidráulica, teve a captação através da Iveco Latin America.

Neste segundo momento, através do Fundo Estadual de Cultura de Minas Gerais, o imóvel ganhará um sistema de iluminação e climatização, além de equipamentos multimídia, mobiliário e comunicação visual. Terminada essa fase, a cidade vai ganhar um novo espaço cultural, previsto para ser reaberto ainda em 2018. Regras de uso, programação e outros detalhes ainda serão revelados.

História e cultura da cidade

O Teatro Redenção faz parte não só da história, mas foi um importante centro de construção cultural de Sete Lagoas. Começou a ser construído em 1885, mas foi aberto oficialmente em 1901. Nos seus 117 anos de existência, o imóvel passou por diversas alterações e foi, além de teatro, sede do poder municipal. Na década de 1960, foi transferido para a então recém-criada Fundação Educacional Monsenhor Messias (FEMM), que ali iniciou suas atividades. Sua última utilização oficial foi a Escola de Música Lia Salgado, fechada em 1986.

Com a reabertura como espaço cultural, o UNIFEMM e a FEMM propõem não só a restauração de um importante patrimônio histórico da cidade, mas também disponibiliza um espaço adequado para receber a diversidade cultural da região.

A sua área interna, de 275 metros quadrados, será transformada em um espaço multiuso, apropriado para ser palco de palestras, apresentações musicais de pequeno porte, monólogos e exposições. E assim, o Teatro Redenção volta à sua vocação natural de ser um importante centro de cultura, ferramenta primordial para a transformação social de um povo e para o desenvolvimento regional.

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