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Projeto Integrador do UNIFEMM leva a prática da vida para a sala de aula

O maior evento acadêmico da cidade movimenta mais de 3.300 alunos

Imagine 3.300 alunos universitários discutindo questões práticas da vida e do trabalho dentro de sala de aula. Esse é espírito do Projeto Integrador do UNIFEMM, o maior evento acadêmico de Sete Lagoas e região, realizado entre os dias 6 e 10 de novembro. Cidadania, inclusão social, corrupção e atitude foram alguns dos temas abordados nos trabalhos realizados pelos estudantes de graduação do UNIFEMM, diante de uma plateia de centenas de convidados.

“Os nossos projetos pedagógicos inserem os alunos na realidade prática desde o 1º período do curso”, explica a Coordenadora de Ensino de Graduação do UNIFEMM, Jakeline França Dutra. “Este evento é o momento de apresentar os resultados de observações, propostas de intervenção ou soluções para os temas observados como uma devolutiva para a comunidade”, comenta ela. “É a oportunidade do aluno exercitar sua prática profissional com ações de cidadania, promovendo melhorias para a nossa comunidade.”

Na Unidade Acadêmica das Ciências Gerenciais (UEGE), que concentra os cursos das Engenharias, Administração, Ciências Contábeis, Arquitetura e os Tecnológicos, o Projeto Integrador ganha a forma do evento “Trilhando Competências”. Dele participaram mais de 2.000 estudantes orientados por 100 professores, em 60 trabalhos práticos, que somam 90 horas de apresentações. Estiveram presentes ao evento cerca de 250 convidados que atuaram como jurados, um grupo composto por executivos de empresas, empreendedores e representantes do poder público. Foram quase 80 dias de pesquisa e preparação da apresentação.

Outros 450 alunos dos cursos de Saúde e 850 estudantes do Direito realizaram atividades e apresentações específicas e, em todas elas, o objetivo é unir a teoria e a prática. Os orientadores e organizadores determinam temas para serem trabalhados em sala de aula. No 5o Trilhando Competências da UEGE, o tema eleito foi Atitude. “O mercado hoje exige o conhecimento técnico adquirido na graduação, mas também a consciência de se aprimorar o conhecimento através da atitude de nunca desistir de querer aprender”, observa a professora Luiza Saldanha, uma das organizadoras do evento.

Para os 850 estudantes do Direito, os temas propostos eram voltados para a promoção da cidadania e dos Direitos Humanos, um assunto amplamente discutido pela sociedade atual. Divididos em duas etapas, os trabalhos deveriam ter uma parte de pesquisa e outra de aplicação prática na sociedade. “Na parte de pesquisa, foram desenvolvidas investigações teóricas com foco em sua aplicação nos problemas regionais relacionados às temáticas de cada período. Na segunda etapa, os alunos apresentaram o artigo e os resultados alcançados perante banca avaliadora”, afirma o Coordenador do curso de Direito Noite, Henrique Lanza.

 

Retorno Social

Os trabalhos desenvolvidos para o Projeto Integrador devem oferecer um retorno prático para a sociedade. Desde aplicativos desenhados para o Hemominas até o desenvolvimento de um aquecedor solar a partir de material reciclável, todos os trabalhos oferecem soluções práticas para um problema da sociedade.

“Despertamos em nossos alunos as competências comportamentais exigidas no mercado de trabalho. Temos a preocupação de proporcionar uma formação completa e integral, preparando-os para um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e inovador. O projeto tem o objetivo de dar subsídios aos alunos para concorrer com mais eficácia e eficiência no mercado de trabalho”, garante Valéria Reis, outra organizadora do Trilhando Competências.

Na avaliação da aluna do 8o período de Ciências Contábeis, Kênia Carvalho, o Trilhando Competências é uma oportunidade para os estudantes desenvolverem aptidões profissionais que vão além da sala de aula. “Na faculdade, focamos no conhecimento de técnico da contabilidade, mas com os trabalhos desenvolvidos neste projeto abrem-se as opções e entramos na experiência do profissional do mundo, que precisa estar atento às mudanças e ao próximo”, avalia a estudante.

O problema da arrecadação municipal deu aos alunos de Geoprocessamento a ideia para seu projeto dentro do Trilhando Competências. Até 2016, Sete Lagoas, a maior cidade da região, era a terceira cidade em arrecadação do ICMS Cultural, atrás de Cordisburgo e Araçaí. O problema se originava na falta de um registro dos bens culturais da cidade. A partir de informações obtidas pela prefeitura, os alunos propuseram o mapeamento dos bens culturais do município e a criação de um banco de dados digitalizado, com o qual Sete Lagoas poderá aumentar o repasse feito pelo Estado.

Entre os convidados para participar da banca de avaliação do trabalho estava o Secretário de Cultura e Juventude de Sete Lagoas, Anderson Rodrigues. Para ele, os alunos da graduação apresentaram ideias importantes para contribuir com o trabalho da prefeitura. “O poder público tem os dados e a comunidade acadêmica traz a inovação tecnológica, as novas ideias”, observa o secretário. Segundo Anderson, o resultado apresentado pelos alunos do UNIFEMM foi surpreendente. “Foi um trabalho muito bem feito e esclareceu muitos pontos. A secretaria vai abraçar as ideias e leva-las até o prefeito, para não sejam apenas trabalhos acadêmicos, mas que se transformem em projetos duradouros para a comunidade”, disse o secretário de Cultura.  

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