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Memórias: E as Obras Continuam...

Quando comecei a colaborar com a FEMM, compartilhando do entusiasmo do primo Afonso Henrique, era ainda arquiteto recém-formado, mas participei desde o princípio de todos os assuntos relacionados aos projetos e obras para instalação do Campus, iniciados em 1973.

A participação do arquiteto Oscar Niemeyer foi descartada, porque não havia verba para o detalhamento dos projetos e tampouco para a sua construção completa. Essa dificuldade colocou em risco o atendimento do prazo estabelecido no Termo de Doação do terreno. Uma comissão, por mim dirigida, decidiu pela elaboração local dos projetos. A decisão causou controvérsia, inclusive em associações da classe no Estado, mas com o tempo mostrou-se acertada. E assim foi estudada a Implantação geral juntamente com a arquiteta recém-formada Maria Eunice de Avelar Marques.

Desde então, as obras do Campus da FEMM foram projetadas e supervisionadas sob minha responsabilidade técnica e sempre gratuitamente. Os serviços de levantamentos, limpeza do terreno, fechamento da área, plantio de árvores e execução de redes básicas de infraestrutura foram acompanhados com muita dedicação por José Tavares Leão, o Zizinho, filho de Donde.

Tivemos a contribuição generosa de outros profissionais nas edificações iniciais, como o acompanhamento técnico dos engenheiros e irmãos Afonso Henrique e Breno Augusto Paiva Paulino. O comerciante Alberto Moura fazia uma rigorosa tomada de preços para a compra dos materiais de construção. Na Comissão de Obras, seu líder Tito Alves Costa, juntamente com Tim Campolina e Zizinho trabalhavam intensamente para aporte financeiro de doações. Outro que merece destaque é o engenheiro-calculista Rubens Caetano de Freitas, que, após ser contratado para os cálculos do primeiro prédio, doou seu trabalho para dois outros.

As dezenas de operários e prestadores de serviço das construções iniciais eram provenientes da minha equipe de trabalho, do relacionamento profissional e de amizade, e trabalharam com muito comprometimento. Esta equipe unida e o rígido controle de gastos permitiram à FEMM construir prédios funcionais, sem luxos, sólidos e com custos abaixo do mercado. Foram montadas no Campus uma serralheria e marcenaria, inclusive com produção de mobiliário.

A partir de 1975, contamos com a parceria do diretor geral de ensino, professor Marcelo Vianna, que, com sua energia inesgotável, incentivava, viabilizava e comemorava cada obra ou serviço executado. Entre elas, a estruturação do Departamento de Obras da Fundação, em 1977, sob minha coordenação, para desenvolvimento de projetos, execução de novas obras, reformas e serviços de manutenção.

Assim, foram executados o poço artesiano, a readequação das redes elétrica e de telefonia, além de projetados e edificados o prédio da Faculdade de Direito, o complexo do Auditório (projeto da arquiteta Maria Eunice e equipe), da Reitoria, em 2001, da Biblioteca em 2002, da Cantina, do prédio da Faculdade de Filosofia e Ciências Gerenciais, e o das Ciências Tecnológicas. Foi também construída a estrutura de concreto do Ginásio de Esportes, com 5.500 metros quadrados, o estacionamento interno do Campus, com 400 vagas para carros e 70 para ônibus.

Mais recentemente, foi executado o prédio das Faculdades de Arquitetura e Engenharias, projetado pela arquiteta Beatriz Gontijo. A partir da conclusão da cobertura do Ginásio de Esportes, em generosa parceria com a empresa SADA, dos irmãos Mediolli, que doaram a cobertura metálica, esta arquiteta executou o detalhamento e especificações de acabamentos do Ginásio, que pôde então ser inaugurado.

O Campus da FEMM, com todo o seu complexo edificado, atende hoje não somente a comunidade acadêmica, mas toda a população de Sete Lagoas, nos cursos abertos, acesso à Biblioteca, ao Auditório e ao Ginásio, em eventos culturais e de esporte.

Texto extraído da Revista em Comemoração aos 50 Anos da FEMM "Preparados para o Futuro". Edição 2016

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