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Memórias: A FEMM e a Escola de Aplicação

Em meados dos anos 1980, o diretor geral de ensino Dr. Marcelo Vianna, preocupado com a ociosidade no período diurno de um prédio de salas tão grande e confortável no Campus Universitário, vislumbrou um novo projeto para a FEMM: a criação de uma escola de ensino fundamental I e II, que viria a ser denominada Escola de Aplicação da FAFISETE.

Após sua aprovação do projeto no Conselho Diretor da FEMM, sua documentação foi encaminhada para análise à Secretaria de Educação do Estado que autorizou seu funcionamento por meio da Portaria nº 109/81, publicada no Diário Oficial MINAS GERAIS de 14 de março de 1981.

As primeiras atividades letivas tiveram início em 16 de março de 1981 e, em seu primeiro ano de funcionamento, ofertou vagas para a 1ª e 5ª séries do ensino fundamental para alunos de vários bairros no entorno do Campus Universitário (como os do Santa Rosa, Universitário, Eldorado, parte do São Cristóvão e parte do Santo Antônio). Era uma região que, nos anos 1980, carecia de escolas.

A Escola de Aplicação proporcionou mais de 100 vagas inicialmente, divididas em quatro turmas, sendo duas de 1ª série e duas de 5ª série, com a oferta de gratuidade total, alimentação e transporte, e uso do espaço do campus para atividades ao ar livre. Além disso, oferecia estágio aos estudantes das faculdades da FEMM nos cursos de graduação com formação na área pedagógica e das licenciaturas, proporcionando-lhes um espaço de associação entre a teoria e a prática docente. Posteriormente, e ainda de forma gratuita, a Escola ampliou o atendimento ao segmento de educação infantil.

Sob a direção do grande educador Dr. Meirelles Vicente de Avelar, foi desenvolvido um trabalho de muita significância na região, que para isso contou com o apoio da Supervisora Sônia Bussab Baraldi e da pedagoga Rosânia Avelar, mais tarde substituídas pela Supervisora Marta Abreu Jardim e Pedagoga Maria dos Anjos Chaves D’Amato, além de grande equipe de docentes dedicados e preocupados em promover uma educação de qualidade.

Várias outras pessoas acreditaram neste projeto e, durante a existência da Escola, colaboraram para o alcance de seus objetivos. Destacamos um deles, para com seu exemplo de colaboração, homenagear tantos outros: o saudoso Zizinho Leão, que por muitas vezes se esforçou generosamente para que os alunos tivessem merenda farta e de qualidade nutricional.

A Escola de Aplicação conseguiu ainda promover ações integradoras como a fundação do Clube de Mães, com oferta de cursos de corte, costura e bordados que facilitaram a muitas famílias obterem novas fontes de renda.

Em seu livro Memórias, de 1966, o Dr. Meirelles relata a trajetória da Escola, que carinhosamente chamava de “Caçulinha da Fundação”, com uma propriedade que lhe era permitida, já que durante o tempo que a dirigiu, ela se tornou referência no âmbito educacional da cidade por sua contribuição à formação das crianças, apoio aos familiares, ao desenvolvimento de uma região mais carente de recursos e ao aperfeiçoamento de alunos de faculdades da FEMM.

Com o falecimento do Dr. Meirelles, assumiu o cargo de diretora D. Marta Abreu Jardim, já componente da equipe desde 1985 e que deu continuidade à missão principal da Escola. Com sua aposentadoria em 2005, foi sucedida pela Professora Regina de Souza Borato.

Em dezembro de 2005 se encerrava um longo período de funcionamento das séries finais do ensino fundamental, ficando apenas as iniciais e a educação infantil.

Recentemente, a Escola de Aplicação da FEMM encerrou oficialmente o seu funcionamento, deixando um legado significativo com seu pioneiro projeto educacional e social que contribuiu em Sete Lagoas para a formação de muitos jovens e desenvolvimento sociocultural de suas famílias.

Texto extraído da Revista em Comemoração aos 50 Anos da FEMM "Preparados para o Futuro". Edição 2016

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