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Memórias: Um Pacto de Visionários

Em reunião festiva de posse do companheiro Wilson Tóffani na presidência do Rotary Club de Sete Lagoas, realizada no dia 6 de junho de 1966 no salão de festas do Iporanga Social Clube, o ilustre clubista Francisco Timóteo Pereira, falando como vice-presidente do Clube de Letras, pronunciou as palavras que se tornaram históricas e que verdadeiramente mudaram o rumo da educação em Sete Lagoas.

Inscrito na agenda dos oradores daquele solene ágape, Francisco Timóteo, após render agradecimentos pela honra do convite e tomado de intensa emoção oriunda da certeza da reação que sua fala haveria de provocar, passou altaneiramente a uma abordagem veemente, corajosa e incisiva do assunto que o movia naquele instante: que aquelas figuras tão expressivas e representativas da sociedade setelagoana ali presentes atendessem ao seu apelo dramático a respeito do quanto era oportuno refletir sobre a necessidade de serem implantadas em Sete Lagoas escolas de nível superior.

Dissertou sobre o êxodo cruel da intelectualidade jovem em busca de ensino universitário noutros centros com indiscutível prejuízo para Sete Lagoas. Conclamou a todos os presentes que refletissem sobre a seriedade e a urgência da solução do problema.

Sua fala arrojada calou profundamente nos corações dos presentes.

Naquela noite memorável, o companheiro rotariano Abílio Gomes, que assumia o cargo de Secretário, tomou então a palavra e afirmou que se tratava de assunto extremamente sério e que, sim, o Rotary local iria levar aquela queixa em consideração, com grande responsabilidade.

O pacto entre os visionários do Clube de Letras e do Rotary Club de Sete Lagoas frutificou. Reunido em 11 de outubro de 1966, o conselho diretor do Rotary Club, contando com a ilustre presença do Dr. Clóvis Salgado Gama, membro do Conselho Federal de Educação, especialmente convidado, lançou as bases de uma fundação filantrópica destinada a proporcionar bolsas de estudos para o ensino superior, sendo posteriormente selecionados três candidatos.

Àquela nova Fundação foi atribuído, por patrono, na mesma reunião de 11 de outubro, o nome do emérito sacerdote e educador dedicado Monsenhor Messias de Sena Batista, depois de sugestão de Hélio Diniz Peixoto, aceita por todos. Surgia, assim, de forma exponencial, a Fundação Educacional Monsenhor Messias - FEMM.

Dezesseis dias após a primeira reunião, em 27 de outubro de 1966, com as honrosas presenças de Dr. Clóvis Salgado Gama e da Dra. Esther de Figueiredo Ferraz, diretora do ensino superior e membro do Conselho Federal de Educação, realizou-se a assembleia geral dos sócios instituidores da FEMM, estruturando-se a forma de como atender o precioso desafio, o que foi feito.

Dos instituidores da FEMM em 27 de outubro de 1966, estão vivos e bem atuantes: Antônio de Oliveira Silva, Dr. Hélio Diniz Peixoto e José Campolina de Souza.

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